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Arquitetura

A primeira vista parece uma pergunta bem simples, mas que revela uma contradição pouco discutida dentro do mercado. 


A expressão “arquitetura autoral” surge com frequência em campanhas de marketing, books de venda e anúncios de incorporadoras, quase sempre associada a projetos considerados especiais ou assinados por nomes reconhecidos.

 

No entanto, ao tratar a autoria como diferencial, acaba-se sugerindo, ainda que indiretamente, que existem projetos que não são autorais.


Todo projeto, porém, seja ele bom ou ruim, original ou não, é resultado de decisões. 

 

Independentemente de sua escala ou linguagem, sempre há alguém interpretando condicionantes, organizando o espaço e assumindo responsabilidade técnica.

 

Mesmo um empreendimento baseado em tipologia repetida envolve escolhas sobre implantação no terreno, leitura da legislação, adequação ao orçamento, definição de fluxos, fachada e volumetria. Nada disso se resolve sozinho. 


Alguém precisa estudar o contexto e definir caminhos, e essa tarefa, por si só, já é de um ou mais autores. É isso que discutiremos no blog de hoje! Leia abaixo:

A associação entre autoria e prestígio

De modo geral, a autoria de um projeto de arquitetura e urbanismo está ligada à responsabilidade pelas decisões que moldam o espaço. Ela não é sinônimo de qualidade ou de estilo.

 

A associação entre autoria e prestígio acaba criando uma leitura equivocada, como se apenas determinadas obras merecessem esse reconhecimento. 


Uma arquitetura admirável é autoral. Uma arquitetura questionável também é. Em ambos os casos houve intenção e assinatura técnica.

 

O debate gira em torno de como o mercado reconhece ou omite essa autoria.

 

Toda arquitetura tem autor

 

Quando o mercado utiliza o termo apenas para valorizar determinados empreendimentos, reforça a ideia de que haveria projetos neutros ou impessoais, e isso não corresponde à realidade da prática da profissão.


Toda arquitetura é autoral. O que varia é o grau de visibilidade que se decide conceder a quem a concebeu.

 

Quando o projeto passa a ser tratado apenas como produto, a arquitetura deixa de ser estratégica, humana e artisticamente relevante, fazendo com que o arquiteto vire um mero executor técnico. 

 

Mesmo em condomínios residenciais que replicam uma planta padrão sem considerar a orientação solar específica do terreno ou um projeto logístico que ignora fluxos reais de operação para seguir um modelo já aplicado anteriormente, que pode ter funcionado em um contexto, mas em outro não, ou até mesmo em um projeto onde não há uma identidade marcante/assinatura estética, é inegável, há autoria, existe um autor, aliás na grande maioria das vezes o projeto é realizado por vários autores, mesmo que às vezes apenas um deles assine como responsável técnico oficial. 

 

“Todos somos autores do que fazemos, serve para qualquer arte ou ofício.” – Lucas Passold, Co-fundador e Diretor Criativo do CO STUDIO.

 

Então, no fim, a pergunta que deveria ser feita não é se a arquitetura é autoral, porque ela sempre é, mas sim: por que, em alguns contextos, ela não é creditada?  E como podemos garantir que ela seja?

 

O reconhecimento da autoria no mercado

 

É necessário que o mercado compreenda essa dimensão, pois todo projeto de arquitetura e urbanismo, independentemente de sua escala, envolve complexidade técnica, responsabilidade e tomada de decisões que impactam diretamente o espaço construído. Reconhecer a autoria é, portanto, reconhecer esse processo e valorizar a profissão do arquiteto e urbanista em sua essência.

Seja sempre indicando os autores nas fichas técnicas dos projetos (veja alguns exemplos de como fazemos no CO STUDIO!), seja destacando os responsáveis em materiais institucionais, de divulgação etc.

 

Nossa preocupação geral com este tema diz muito sobre o tipo de cidade e de mercado que estamos construindo. Basta pensar nos desafios da área, sejam eles sobre a rotina intensa de trabalho ou em última escala, sobre a paisagem da cidade que se repete com pouca conexão ao contexto.

 

Parece uma frase simples mas que por trás, expressa como o profissional é visto e valorizado.

 

👉E você, quando olha para um projeto, vê só o resultado final ou percebe que sempre existem várias pessoas por trás das decisões que deram forma a ele?

 

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Arquitetura

Por muito tempo, o imaginário coletivo reduziu o espaço logístico a uma imagem básica: galpões cinzentos, repetitivos, erguidos sem cuidado estético ou estratégia. Eram caixas funcionais, sem vida, destinadas apenas a armazenar mercadorias. 

O cenário, no entanto, mudou. O crescimento do e-commerce, a exigência por entregas rápidas e o redesenho das cadeias de suprimento colocaram os condomínios logísticos no centro da estratégia de grandes empresas. Assim, abriu-se espaço para uma arquitetura inteligente, inovadora, responsável e lógica.


A pergunta é:
você ainda vai tratá-los como depósitos, ou já enxerga o potencial de um ativo que movimenta negócios e cidades? Abaixo, trazemos alguns insights para te ajudar a responder essa pergunta.

Por que investir em condomínios logísticos?

Já sabemos que eles deixaram de ser apenas lugares de guarda para se tornarem hubs de inteligência e crescimento. Mas, além disso, oferecem vantagens como:

  1. Eficiência operacional: empresas reunidas em um mesmo complexo compartilham serviços, reduzem custos e ganham em segurança.

  2. Flexibilidade para expansão: estruturas modulares acompanham o ritmo dos negócios, permitindo crescer sem necessidade de novos terrenos.

  3. Localização estratégica: a proximidade de rodovias, portos e centros urbanos acelera fluxos e garante competitividade.

  4. Valorização imobiliária: diferente do galpão isolado, o condomínio é um investimento de longo prazo, com maior liquidez no mercado.

  5. Sustentabilidade integrada: energia limpa, reaproveitamento de água, conforto ambiental e certificações verdes não são luxo: são exigência.


Desse modo, investir em condomínios logísticos é apostar em eficiência, competitividade e valorização de longo prazo.

O papel da arquitetura: do galpão ao ativo estratégico

Projetar um condomínio logístico, portanto, não é apenas erguer caixas gigantes: é criar inteligência espacial. Nesse sentido, a arquitetura é decisiva para transformar depósitos em ativos estratégicos, por meio de:

  • Fluxos inteligentes: organizar acessos, cargas e descargas para eliminar gargalos e reduzir custos de operação.

  • Escala humana: criar áreas de convivência, iluminação natural e ventilação que impactam diretamente na produtividade dos trabalhadores.

  • Inovação estética e técnica: aplicar materiais, sistemas construtivos e soluções de fachada que transmitam modernidade e reforcem a marca do empreendimento.

  • Integração urbana: transformar o condomínio em um vizinho responsável, que respeita a cidade e se conecta com seu entorno.

  • Sustentabilidade como regra: certificações ambientais, painéis solares, gestão eficiente de resíduos e infraestrutura verde.

  •  
  • Assim sendo, cada metro quadrado deve ser pensado para armazenar mercadorias, mas também para gerar valor, eficiência e identidade.

Navepark: arquitetura que traduz estratégia

Um bom exemplo dessa nova lógica é o Projeto Navepark, complexo multi logístico em Navegantes (SC). Localizado em um ponto estratégico da BR-101, ele conecta fluxos, negócios e pessoas.



O projeto das áreas comuns, desenvolvido pelo CO STUDIO a partir de um masterplan existente, reforça essa virada de chave. Desde o pórtico de acesso, que assume protagonismo e identidade de marca, até o centro administrativo com auditório, salas de reunião e áreas de convivência, tudo foi planejado para unir eficiência e identidade.




Além disso, os espaços de lazer e integração mostram que produtividade e qualidade espacial podem caminhar lado a lado.
Logo, o Navepark é uma referência de como a arquitetura transforma um condomínio em ativo estratégico, somando valor econômico, urbano e humano.

Em resumo, condomínios logísticos vão muito além de simples galpões. Por isso, a arquitetura é a aliada essencial para transformar espaços em ativos estratégicos que fortalecem empresas e cidades.

Quem encara esses locais apenas como depósitos perde oportunidades. Em contrapartida, quem entende seu potencial competitivo e conta com projetos inteligentes, ganha duas vezes.

👉 Quer transformar seu condomínio logístico em um ativo estratégico que une eficiência, inovação e identidade de marca?
Fale com nosso escritório e descubra como a arquitetura pode elevar o valor do seu empreendimento através das nossas redes:
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Arquitetura, Design

Falar em “impacto positivo” costuma soar como slogan, não é? A expressão aparece diversas vezes em apresentações, reuniões etc. Mas a verdade é que poucos projetos realmente devolvem à cidade o que ocupam dela.

Portanto, não se trata de apenas construir uma “fachada ativa” ou plantar algumas árvores ao redor de um edifício. O impacto urbano real acontece quando um projeto produz novas relações sociais, culturais e espaciais: quando deixa de ser um objeto isolado e passa a atuar como parte de uma rede viva.

> Pode ser um acesso que encurta caminhos.
> Pode ser um espaço público inesperado.
> Ou até uma sombra generosa que vira ponto de encontro.

Afinal, são estes gestos que, para a cidade (e para as pessoas), fazem diferença todos os dias.

 

Arquitetura como infraestrutura social

 

Edifícios residenciais e comerciais não são neutros. Eles podem criar muros invisíveis ou gerar pontos de atrito fértil. Pequenos dispositivos espaciais funcionam como infraestruturas sociais, ativando o cotidiano urbano de formas que políticas públicas nem sempre conseguem alcançar.

Por exemplo, um térreo que se abre para abrigar uma feira local semanal, movimenta a economia de pequenos produtores e fortalece o senso de pertencimento. Uma marquise projetada para o pedestre pode parecer detalhe, mas vira abrigo em dias de chuva. O contrário também acontece: plantar árvores sem pensar no microclima do bairro ou prever uma praça sem diálogo com os usos do entorno resulta em espaços cenográficos, bonitos no papel, mas vazios de vida.

 

Exemplo real

 

Uma antiga quadra de esportes da abandonada escola Antonieta de Barros, no centro histórico de Florianópolis, estava sendo usada como estacionamento para carros. Fomos chamados para realizar um projeto de apropriação desse espaço, transformando-o futuramente em uma praça para a cidade. 


O primeiro desafio foi usar o projeto como ferramenta para buscar apoios e conseguir retirar os carros do lugar. Assim, projetamos um conceito de praça experimental, em que intervenções efêmeras de espaço público pudessem acontecer ao longo do tempo.

Criamos uma identidade visual e o nome Square Lab, ou Praça Laboratório (Veja mais sobre o projeto aqui!), e aplicamos esse conceito em um projeto piloto, para que os clientes pudessem buscar apoio na ideia.

Arquitetonicamente, aplicamos o conceito “temporário” com mobiliários soltos, móveis e simples, e que pudessem mudar de lugar, formando ambientes conforme a interação dos usuários e os eventos que estejam acontecendo. Contrastando com o aspecto cinzento do centro histórico, aplicamos as cores da marca nos mobiliários e em uma extensa pintura realizada pelo artista Rodrigo Level.


A praça ainda está em processo de reforma, mas com esse projeto já foram realizados eventos e shows experimentais para testar o uso do espaço pelas pessoas. Conseguimos liberar o estacionamento e aplicar uma grande arte pública no piso. Também chamamos a comunidade local para participar e darem suas ideias em uma oficina criativa que nos deu frutos para melhorar o projeto até seu mobiliário final ser instalado. Anos após o projeto, finalmente conseguimos que a prefeitura de Florianópolis reformasse o espaço, fazendo parte da recuperação da Escola Antonieta de Barros ao lado, que será transformada em Museu. 

 

Atenção aos detalhes

 

O processo para isso, no entanto, não segue uma receita padrão, exige atenção em observar todo o contexto, os ritmos locais, as rotas informais, as práticas de quem já habita aquele espaço. Um banco pode nascer do pedido de um morador idoso que sempre espera o ônibus ali ou um recuo pode se transformar em extensão da calçada, onde jovens improvisam atividades.

É a partir dos detalhes, aparentemente pequenos, que determinam se o projeto vai ou não se integrar à cidade.

Para ajudar nesse processo, separamos algumas dicas simples do que considerar:

  1. Olhar para o entorno: o que acontece na borda do terreno? Ali pode estar a oportunidade de criar um espaço de encontro em vez de um limite rígido.
  2. Trabalhar com fluxos reais: mapear trajetos improvisados, os famosos “caminhos de desejo”, pode orientar passagens que realmente serão usadas.
  3. Criar usos híbridos: espaços que funcionam em diferentes horários (manhã, tarde, noite) têm mais chance de se manter vivos.
  4. Projetar para o imprevisível: nem tudo precisa estar definido no papel. Deixar áreas flexíveis abre espaço para apropriações espontâneas pela comunidade.
  5. Pensar no tempo longo: O impacto não se mede na inauguração, mas nos próximos anos, como o lugar se transforma junto com o bairro.

Claro, a arquitetura não transforma cidades sozinha, mas quando um projeto se abre para o entorno, oferece pequenas gentilezas e cria espaços de encontro, ele planta sementes de uma cidade mais generosa. E afinal de contas, o impacto urbano positivo é isso: a soma de gestos discretos que, juntos, mudam a forma como vivemos o espaço coletivo.

👉 E você, como imagina que suas ideias podem devolver algo à comunidade? Compartilhe sua opinião conosco nas nossas redes:

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Está aberta a seletiva de 3 vagas para interessados(as) em participar de nossas equipes de arquitetura e/ou design. 
– 01 vaga para estudantes de design, design gráfico, design de produto.
– 02 vagas para estudantes de arquitetura e urbanismo.


SOBRE NÓS


Somos um estúdio multidisciplinar focado nas interseções entre arquitetura e design, procurando sempre expandir nossa imaginação e ação para outros temas conforme cada projeto, através do compartilhamento e da cocriação.


Fazemos sempre o nosso melhor para combinar as habilidades de cada membro da equipe para obter resultados cada vez mais completos para nossos clientes. Captamos as essências das empresas, traduzindo seu DNA para os mais diversos meios visuais a fim de provar que uma experiência criativa de design é efetiva e essencial para o crescimento de um negócio.


O ano de 2023 está sendo de muito desenvolvimento para nós e prevemos uma continuação desse ano ainda mais próspero. Nesta caminhada, somos guiados pela paixão, cocriatividade, sinergia e multipotencialidade, valores que são indiscutíveis para nós.

Ah, e não queremos mentir: não existem chefes aqui. Nestes 5 anos de CO STUDIO, formamos uma pequena equipe de profissionais de diferentes áreas que trabalha colaborativamente para transformar grandes ideias em poderosas experiências visuais.



FAÇA PARTE DO TIME


Buscamos pessoa alinhada aos nossos valores, que goste de trabalhar em equipe e tenha paixão por arquitetura e design.


Para desempenhar o papel de estagiário é necessário se identificar com o perfil diversificado do estúdio, ter sede de conhecimento por áreas criativas, estar disposto a ser protagonista do nosso crescimento e também trazer seu conhecimento desenvolvido dentro da faculdade para dentro da equipe.

Para que isso possa acontecer, precisamos de 20h a 30h da sua semana e que você resida na região de Florianópolis. Se trabalharmos juntos, você estará sujeito a todos os tipos de trabalho que se interessar, sendo que no momento terá mais contato com:

– Vaga de Design: Sinalização e Wayfinding, Comunicação Visual para Edificações e Branding.

– Vaga de Arquitetura: Arquitetura Comercial, Arquitetura Corporativa, Arquitetura Residencial Multifamiliar, Paisagismo, Design de Interiores Corporativo e Design de Interiores Residencial.

Aqui você terá a oportunidade de:

 – Trabalhar, ensinar e aprender com uma equipe de personalidades e experiências diversas.

 – Participar de projetos que abrangem áreas além do design e arquitetura.

 – Flexibilizar sua carga horária conforme sua rotina e demanda de projetos para que possamos sempre cocriar juntos.

 – Trabalhar de forma híbrida, na maior parte remota e com encontros presenciais mensais.

 – Receber treinamento constante sobre softwares, metodologias criativas, gerenciamento de projetos, empreendedorismo e obviamente, arquitetura e design gráfico.

 – Participar de todas as etapas de concepção de nossos projetos, desde o primeiro contato com o cliente, até a pós entrega.

 – Participar de cursos de desenvolvimento pessoal com a equipe.

 – Potencializar as suas aptidões e interesses pessoais na rotina de trabalho do estúdio.

 – Folgar no dia do aniversário.

 – Usar as sextas-feiras para se dedicar ao desenvolvimento de novas habilidades e soft skills.

 – Plano de Evolução, com possibilidades de aumentar sua bolsa e responsabilidade conforme seu desenvolvimento anual.

 

Atribuições e responsabilidades da vaga de Design:

 – Comprometimento com seus projetos.
 – Cocriação e interação com a equipe.
 – de 20h a 30h semanais disponíveis.
 – Ter noções de arquitetura e espacialidade será um diferencial
– Ter noções de softwares do pacote Adobe e softwares de renderização será um diferencial.
 – Desejável morar em Florianópolis pois pretendemos voltar ao trabalho presencial em breve.
 – Ter noções de design de produto e design de sinalização será um diferencial.

Atribuições e responsabilidades da vaga de Arquitetura e Urbanismo:

– Comprometimento com seus projetos.
 – Cocriação e interação com a equipe.
 – de 20h a 30h semanais disponíveis.
 – Ter noções de design gráfico e diagramação será um diferencial.
– Ter noções de softwares do pacote Adobe, Enscape e Archicad será um diferencial.
 – Desejável morar em Florianópolis pois pretendemos voltar ao trabalho presencial em breve.


Não se preocupe, mesmo que alguns desses itens não façam parte da sua experiência, teremos um grupo de pessoas ao seu redor para lhe ajudar quando for preciso. Afinal, queremos compartilhar com o mundo o que compartilhamos entre nós.


Aguardamos o seu portfólio lá na nossa caixa de email até o dia 04/09/2023: contato@costudio.art.br

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Arquitetura


No campo da Arquitetura, quando falamos a respeito de edifícios eficientes, o conforto acústico, pode ser
considerado um dos elementos mais importantes para espaços de qualidade e mais produtivos. Um bom projeto de isolamento acústico pode evitar uma série de problemas relacionados ao conforto e à saúde dos usuários, como inibir ruídos indesejáveis e excessivos que afetam diretamente a atenção, o bem-estar e a qualidade de vida em geral. E a acústica em ambientes corporativos não seria diferente.

 

A necessidade de reduzir a reverberação sonora em interiores tem sido um desafio constante para arquitetos e designers, buscando formas de conciliar em seus projetos a estética dos ambientes com uma boa performance acústica. 

Um bom projeto de conforto ambiental é recomendado para todos os ambientes, mas especialmente em ambientes corporativos, o conforto acústico se torna um elemento relevante quando se trata do bem-estar de seus usuários e da dinâmica de trabalho no cotidiano dos escritórios. Estar confortável em um ambiente corporativo pode resultar no aumento da qualidade de vida dos funcionários, e consequentemente, na produtividade.


Estudos comprovam que ambientes corporativos acusticamente tratados melhoram a performance e eficiência das equipes, aumentando os níveis de concentração e clareza nas comunicações
. Uma pesquisa realizada pela Leesman Index, uma organização especialista em análises da experiência dos usuários no local de trabalho, realizada com mais de 270.000 funcionários em 2.100 locais de trabalho, situados em 67 países diferentes, comprova que a qualificação acústica do ambiente tem influência direta nos níveis de satisfação e produtividade dos colaboradores.



Segundo a pesquisa, as vozes dos usuários no ambiente de trabalho são a maior fonte de distração no escritório. Os dados relatam que 70% dos funcionários dizem que sua eficiência aumentaria se o local de trabalho não fosse tão barulhento, 71% das distrações no local de trabalho são provocadas por ruídos e 55% do aumento no nível de estresse no ambiente é causado pelo alto nível de ruído. Essas questões afetam diretamente a motivação dos funcionários dentro da empresa e consequentemente podem afetar o rumo dos negócios da mesma. 


No processo de desenvolvimento de um bom projeto, inicia-se uma análise do local e seu entorno, seguidos de estudos aprofundados da infraestrutura e seus diversos ambientes e as fontes de ruídos existentes em cada um deles, assim, tendo em vista as vantagens que um bom isolamento acústico pode agregar ao projeto arquitetônico, a maneira mais vantajosa de evitar esses incômodos é incorporar o conforto acústico desde a concepção inicial do projeto, e o papel de um profissional arquiteto, assim como um especialista em conforto, é imprescindível para o desenvolvimento de todas as etapas, desde o seu desenho inicial à sua execução e escolha de materiais. 


Em entrevista com o Arquiteto e Urbanista Lucas Passold, cofundador do CO STUDIO, ele ressalta a importância de um profissional para compor a equipe de projeto: ‘’ Na verdade, quem deve desenvolver um projeto acústico não é o arquiteto e sim um especialista em acústica. O arquiteto entra com o conhecimento mais holístico e abrangente de entender e perceber quais ambientes e quais materiais oferecem melhor acústica, mas quem sabe mesmo realizar um projeto acústico é o especialista que vai fazer todos os cálculos necessários para compreender se determinado ambiente está desempenhando a acústica esperada e aí sugerir materiais, ideias e produtos que cabem na proposta desejada pelo arquiteto.’’


Além disso, Lucas também evidencia as vantagens da incorporação do projeto acústico desde a primeira etapa do projeto: ‘’A importância é grande, pois a acústica pensada para determinado espaço irá determinar principalmente como serão os sistemas de vedação do ambiente e os materiais utilizados para compor com a arquitetura. Nesse sentido, um especialista pode auxiliar, desde a concepção do projeto, na escolha de materiais e produtos que vão ser adequados e que estejam dentro da expectativa de custos do cliente. Como todo projeto, ele antecipa eventuais problemas de conforto acústico que podem ocorrer e economiza em custos e tempo de retrabalho.’’

Em um dos mais recentes projetos, realizado pelo COSTUDIO, para a Central da Sicoob em Porto Alegre, na qual foi idealizado não só um projeto de interiores corporativo para escritório, mas também foram pensadas todas as funcionalidades dos ambientes, as necessidades dos espaços englobavam diversas configurações de estações de trabalho, como por exemplo open spaces, salas flexíveis e sala de reuniões. Assim, uma série de artifícios foram adotados para melhorar o desempenho dos ambientes, como cita Lucas Passold: ‘’Para salas de reuniões em que é necessário o bloqueio do som externo, utilizamos as divisórias de vidro duplo, nuvens acústicas e carpete no piso. Para áreas mais abertas de trabalho, amenizamos o ruído interno com nuvens acústicas e carpete. E para cabines de videochamada, onde é importante o isolamento do som, aplicamos nas paredes painéis acústicos com tecido. Cada ambiente necessita de um tipo de cuidado diferente, por isso é importante olhar cada caso para conseguir cumprir a função do ambiente com um bom custo-benefício.’’


Atualmente, as opções de soluções e produtos para conforto acústico disponíveis no mercado são diversas, assim como seus diversos tipos de aplicabilidade, atingindo níveis tecnológicos de alto desempenho, que agregam principalmente as questões funcionais, mas também características estéticas que integram todo o projeto arquitetônico.

Um de nossos parceiros, a Referência SC, representante
há mais de 20 anos na região de Santa Catarina, é especializada em soluções para ambientes corporativos através de produtos e serviços que oferecem: Design, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade, agregando em seu portfólio marcas líderes do mercado, como a Divisa Brasil, Milliken, Lady e HunterDouglas. 

E se quiser conhecer mais sobre o nosso recente projeto para a Sede da Sicoob em Porto Alegre, que contém temas como a acústica em ambientes corporativos, leia o nosso portfólio! Lá você encontra mais informações sobre ele e muitos outros projetos! Até a próxima!

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Arquitetura, Notícias

Enquanto não conseguimos ver uma luz no fim do túnel para a resolução da COVID-19 no Brasil, a maioria das empresas já tem a sua estratégia de volta (ou não) ao escritório bem definida para o próximo semestre. A pandemia nos mostrou que é possível realizar o trabalho remoto com produtividade e forçou gerentes a encontrarem maneiras de incentivar seus times das mais diferentes maneiras – receber bolos recheados, cestas de café da manhã e outros agrados por delivery na sua casa pelo seu chefe, se tornou algo bem comum. Apesar da grande maioria das empresas ter sofrido uma recaída econômica por conta da pandemia, uma boa quantidade – principalmente no setor de Tecnologia – está até realizando contratações em série. O fato é que a necessidade e principalmente o custo de manter um escritório para toda a equipe é algo que hoje se tornou muito discutível. Como, então, podemos planejar o retorno gradual ao escritório e quais alternativas podem ser aplicadas em termos de design para o espaço de trabalho pós-pandemia?


Acredito que existam no momento 3 cenários possíveis para a retomada das atividades corporativas: o retorno por completo ao escritório, a implementação do home office em tempo integral ou – o que prevejo que seja o caminho mais adequado – um ponto de equilíbrio entre essas duas alternativas. Então, se você está em fase de reestruturação da sua equipe e desenhando a estratégia de retomada da sua empresa, lhe apresento um pequeno guia para orientação nas suas decisões e soluções de arquitetura para ajudá-lo nesses 3 cenários.


CENÁRIO 01 – A VOLTA AO ESCRITÓRIO COM MAIOR PRECAUÇÃO EM SAÚDE DO TRABALHO


Agora que o contágio por corona vírus é considerado doença ocupacional, as empresas precisam tomar um maior cuidado quanto à organização do espaço, à qualidade do ar interior e principalmente à limpeza. Problema é que o Ministério da Economia e o Ministério da Saúde não nos disseram quais são as medidas práticas específicas a serem tomadas nos escritórios para garantir a saúde dos trabalhadores, a não ser as recomendações que já estamos familiarizados como o distanciamento, uso de máscara e limpeza frequente. Você pode checar na íntegra o OFÍCIO CIRCULAR SEI nº 1088/2020/ME e a PORTARIA Nº 1.565 publicados pelos respectivos Ministérios para conferir como são generalistas.


Por isso, o que vejo que outras empresas estão seguindo são as diretrizes da OMS, que são mais específicas e englobariam todas as outras. Isso implicaria em uma rigidez extrema dos espaços de trabalhos em que coloco abaixo alguns pontos principais a serem adotados. Mas, já adiantando e sendo sincero, para empresas com mais de 30 funcionários não valerá a pena voltar à sede com tantas restrições, a não ser que de maneira parcial. Por isso, pule para o Cenário 2 e 3 se você pensa em adotar um modelo mais flexível. Seguem abaixo os pontos principais indicados para espaços de trabalho dentro da restrição da COVID-19, segundo a OMS:

– Desinfecção frequente (2x ao dia) de materiais que o vírus se instala por mais tempo, como plástico, aço e madeira. ou seja, passar álcool em gel em praticamente tudo que o funcionário utiliza.

– Usar máscara de 3 camadas o dia todo, trocando frequentemente por uma nova a cada 2/3 horas.

– Utilização de mesas individuais de trabalho em vez de coletivas.

– O espaçamento entre as cadeiras deverá respeitar a distância mínima de 1,8 metro (6 feet), de acordo com as recomendações da OMS e do Centers for Disease Control and Prevention.

– Recomenda-se não utilizar carpete, mas caso seja a única alternativa, o mesmo deve ser higienizado diariamente.

– Manter janelas abertas sempre que possível.

– Cumprir a lei n° 13.589 de 2018, que dispõe sobre a manutenção de instalações e equipamentos de sistemas de climatização de ambientes (ar-condicionado), levando em consideração o plano PMOC de acordo com tipo do edifício e colocar a evidência da última manutenção na sinalização.

– Recomenda-se não utilizar salas de videoconferência porque geralmente não tem ventilação nem janelas.
Salas de reunião com 50% de ocupação, devem manter janelas e portas abertas se possível e limpeza de tudo a cada utilização.

– Copas e cozinhas, seguir distanciamento de 1,8m e não compartilhar utensílios. Ou seja, funcionários teriam que trazer seus pratos, canecas ou a empresa disponibilizar utensílios descartáveis.

– Áreas comuns podem ser utilizadas seguindo as mesmas recomendações acima. Mas não se recomenda realizar jogos entre funcionários (descompressão).

Como podem ver, seria quase impraticável manter uma empresa nesse sistema, a não ser que você faça isso aos poucos – testando essa retomada com as novas medidas – ou duplique o tamanho de seu espaço (ou siga os Cenários 02 e 03 deste post). Neste caso recomendo fortemente a implantação de uma comunicação visual que seja amigável, sensível e educativa para que os funcionários entendam a importância dessas ações no ambiente de trabalho. No fim, o ideal mesmo seria aguardar o fim da pandemia, o surgimento da vacina e voltar tudo ao normal como antes. Acredito que isso seja sim uma opção em que possamos aguardar, e aí continuamos projetando nossos espaços de trabalho utilizando como referências as normas e decretos que já estamos familiarizados como a NR17 (Ergonomia) e a NBR 5413 (Iluminação em Interior). Elas também não são muito específicas e por isso criamos este post com medidas confortáveis para um bom planejamento do seu espaço de trabalho.



CENÁRIO 02 – ADOÇÃO DO TRABALHO REMOTO POR COMPLETO


Especialmente para empresas de tecnologia, trabalhar com o computador em casa nunca foi um problema, então, por quê voltar ao escritório? Dentro da perspectiva do trabalho remoto surgem diversas possibilidades benéficas. As empresas podem levar o escritório até a casa dos funcionários, providenciando um kit ergonômico dos equipamentos necessários como cadeira, mesa, computador e por quê não outros agrados como almofadas, apoio para os pés e cafeteiras? Outra ideia interessante seria disponibilizar vales de compras em lojas parcerias para que os colaboradores comprem itens de home office que combinem com a sua casa. Se quiserem ser mais ousadas, por quê não contratar um designer para elaborar um mobiliário customizável para difundir a marca e valorizar a cultura interna das empresas?


Como não há legislação ainda no Brasil sobre trabalho remoto, temos que seguir respeitando as mesmas normas de ergonomia e segurança do trabalho que já seguimos nos escritórios. Então é importante conferir se os equipamentos seguem a dimensão adequada. 


O kit home office pode ser algo muito interessante porém existe o empecilho de algumas pessoas não disporem de espaço suficiente em suas casas para receber equipamentos e mobiliário, e/ou terem acesso limitado à internet. Neste caso, os coworkings se consolidam no mercado como ótima saída, oferecendo espaços de qualidade, com muito conforto e estilo. Iniciativas como a Beer or Coffee e a WeWork podem ajudar as empresas a encontrarem o espaço adequado para seus funcionários em coworkings espalhados pelas cidades.


O trabalho remoto é uma opção que atualiza não só nosso modo de trabalho mas também nosso estilo de vida, abrindo precedentes para muitas possibilidades nunca vistas antes. As pessoas podem agora começar a morar em qualquer região que tiveram sonho e vontade de morar, sem se preocupar com a proximidade do trabalho. Podem trocar o tempo que iriam ter no trânsito por tempo em família. Podem investir no seu próprio conforto, projetando e criando o lar de seus sonhos. De maneira contrária, elas podem continuar morando onde sempre moraram, mas trabalhar em uma empresa de outro lado do mundo.


Tudo soa muito criativo e inovador, porém, há algo que faz falta para muita gente no trabalho remoto, segundo algumas pesquisas: o convívio social. Por mais que façamos várias videoconferências e estejamos em contato direto com nossos familiares dentro de casa, não conseguiremos suprir algo essencial para nós, que é essa troca de experiências, o contato, o afeto humano e presencial. Isso talvez possa ser suprido em nosso terceiro cenário.


CENÁRIO 03 – O EQUILÍBRIO ENTRE A VIDA REMOTA E A VIDA SOCIAL


O terceiro e último cenário que possamos estar nos encaminhando é o que acredito ser o mais interessante. É um cenário que inclusive pode ser benéfico para as nossas cidades, fazendo uso de um modelo de urbanização que nós arquitetos defendemos há algum tempo: o uso misto e a descentralização. 


As empresas podem diversificar sua abordagem de trabalho, flexibilizando os momentos de trabalho focado, trabalho em grupo, reuniões, socializações, descompressão e outras atividades que fazem parte da sua rotina. Esses momentos podem acontecer conforme o ambiente que melhor propicie esse tipo de atividade, seja a casa do próprio colaborador, um coworking ou uma pequena sede da empresa em um bairro próximo. É bem possível que o trabalho mais individual e focado tenha como palco nossas próprias casas e os coworkings, enquanto as sedes das empresas virem espaços pensados e projetados para acontecer encontros, trocas, experiências e reuniões.


Imagine você morar em um edifício que além de moradias possam coexistir escritórios, lojas, coworkings, salas compartilhadas, espaços de descompressão em comum. Ou, indo para um vertente diferente, imagine poder morar um pouco mais afastado da cidade e, quando precisar, poder passar alguns dias na sede da sua empresa participando de experiências coletivas em um espaço incrível que te inspire para que isso aconteça. Pode parecer complicado mas isso de fato já está acontecendo em grandes empresas como Facebook e Google. Recentemente, a XP Inc. anunciou que adotará o home office para sempre e criará uma nova sede no interior de São Paulo apenas para criar experiências para funcionários e stakeholders, contando até com hotel integrado.


Este modelo que também é fruto do avanço da tecnologia e consequência clara da globalização pode ser muito benéfico para a vida urbana e das pessoas. Ele pode estimular deslocamentos, interações e edifícios multifacetados. Pode promover a ocupação de espaços comuns de maneira híbrida e não necessariamente pela mesma empresa. Pode dar mais liberdade para as pessoas viverem e trabalharem de acordo com sua personalidade e estilo de vida. 


CONCLUSÃO


Seja remodelando ou não a estratégia organizacional da sua empresa, é inevitável que alguma coisa irá mudar na volta aos escritórios pós-pandemia. Todos nós estamos repensando nosso modelo de trabalho e de vida, e acredito que as empresas que mais se sensibilizarem com esse momento, encontrarão as melhores alternativas para o seu sucesso. De qualquer modo, seja qual for a estratégia adotada, hoje valorizamos muito mais nosso conforto, seja no escritório ou em casa, e cabe a nós arquitetos auxiliarmos as pessoas e as empresas a conquistarem essa qualidade de espaço.

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Arquitetura

O universo da arquitetura muitas vezes parece algo complexo, especialmente para quem nunca teve contato com algum profissional da área ou não teve a oportunidade de contratar algum serviço. Por isso, vamos compartilhar sobre a nossa metodologia de trabalho, aplicada em um projeto de interiores, para assim, familiarizá-los um pouco com o nosso método CO STUDIO de projetar.

Antes de mais nada, para dar início a um novo projeto, precisamos entender quais são os reais problemas e dificuldades que o nosso cliente está enfrentando, para estruturar uma proposta de projeto que atenda todas as suas necessidades. Nessa proposta, já mostramos ao cliente os itens que serão desenvolvidos, os detalhes de cada etapa, assim como os prazos necessários para realizar as mesmas. 

A nossa metodologia de projeto de arquitetura comumente se divide em três etapas: projeto arquitetônico, projeto executivo e obra. 

projeto arquitetônico

O Projeto Arquitetônico se estrutura em três partes: pesquisa, ideação e validação. Na pesquisa, é quando começamos a imergir no projeto, a entender todas as dores e desejos do cliente, gostamos de conversar, trocar ideias e ter esse contato próximo, para absorver melhor quais são as necessidades. E também nessa etapa, além de organizarmos plantas e desenhos técnicos já existentes, também tiramos todas as medidas necessárias no próprio local e nos atemos às legislações da prefeitura, para fazer tudo corretamente. 

Após todo esse levantamento de dados, damos início a etapa de ideação. Essa é a parte mais criativa de todo o processo, onde juntamos toda a equipe para compartilharmos e criarmos novas ideias, gerando alternativas para o projeto. Após escolhermos as que melhor se adequam a proposta, já materializamos essas ideias em imagens, para que o cliente possa visualizar tudo o que pensamos. 

Um exemplo de uma parte da apresentação de proposta de um projeto de interiores:


Na fase de validação, que ainda faz parte da etapa de projeto arquitetônico, mostramos nossas alternativas de proposta criadas para o cliente, para que seja escolhida aquela que iremos executar. Também definimos mobiliários, sistemas de revestimento e tudo o que será necessário para a execução do projeto de interiores residencial. 

Dada a validação da alternativa de projeto, iniciamos a fase do Projeto Executivo. Nessa etapa, elaboramos os desenhos técnicos e a maioria das plantas, que inclui a planta baixa de layout, dos pontos de demolição (quando é necessário), dos pontos hidráulicos, elétricos, do ar condicionado e planta luminotécnica. Também apresentamos uma tabela orçamentária detalhada de tudo o que será investido nesse processo. Essa fase é extremamente importante e minuciosa, pois é ela que vai nortear o bom andamento da obra.

Por fim, a obra propriamente dita. Nesse estágio final, atuamos como gestores e coordenamos todo o desenvolvimento da obra, acompanhando e monitorando toda a sua execução, garantindo assim, que tudo ocorra da melhor maneira possível. 

Claro que, de acordo com cada tipo de projeto, seja residencial, comercial, de interiores, corporativo ou outros, as etapas da nossa metodologia vão sofrer alterações no tipo de material entregue. Mas sempre mantemos essa estrutura que nos guia durante todo o processo. E não abrimos mão de cocriar com os membros das outras áreas da nossa equipe, que sempre possuem algo para agregar com suas diferentes visões, o que só colabora para que os nossos projetos sejam ainda mais completos. 

 

 

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Arquitetura

É muito comum que, com o passar do tempo, a decoração da nossa casa vá deixando de nos agradar e a vontade de mudar alguma coisinha nela, só cresça. Mas como nem sempre temos tempo de pensar no que fazer e também não temos um orçamento muito alto para investir nessa mudança, nós vamos te ajudar com algumas dicas simples e práticas, para você renovar a aparência da sua casa. 


Aqui estão as 10 dicas de decoração para mudar rápido:


1. Comece mudando os móveis de lugar

A maneira como os móveis estão dispostos influencia muito na decoração de uma casa e, mudar eles de lugar, pode fazer toda a diferença no ambiente. Então é interessante distribuí-los em novas posições e ir testando o que lhe agrada, antes de fazer mudanças radicais no local. 

2. Preencha espaços com plantas

É incrivelmente simples, mas faz toda a diferença. As plantas trazem mais aconchego, volume, cor e vida para os ambientes, deixando a decoração da sua casa mais personalizada com um toque de beleza natural. Você pode apoiar as plantas no chão, em prateleiras ou em algum pendente. E não se atenha a usar só em lugares mais comuns como a sala, elas também ficam ótimas no banheiro e na cozinha. Na Top Stok, por exemplo, você consegue encontrar vários modelos de cachepôs para colocar as plantas: Cachepô pendente.

plantas suspensas no banheiroFoto: Pinterest


3. Pense sobre cor

Pintar alguma parede para dar um destaque de cor, é sempre uma boa opção. Mas você também pode adicioná-la por meio de almofadas que contrastam com o sofá, ou colocando um tapete que complemente a decoração das paredes mais próximas, trazendo também mais aconchego e aquecendo o ambiente. Em geral, as cores se destacam mais quando contrastam com o fundo que estão inseridas. Então se você tem um sofá escuro por exemplo, opte por almofadas ou mantas com cores ou tons claros.

sofá com almofadas coloridasFoto: Pinterest

4. Um lugar para colocar sua decoração

As prateleiras são uma ótima forma de inserir uma nova decoração na sua casa, pois servem de apoio para adicionar objetos decorativos, e também são uma forma de organizar o ambiente, deixando o espaço mais funcional e em harmonia. Elas também se adequam a todos os ambientes da casa. Na cozinha, por exemplo, você pode adicionar livros de receitas, uma pequena planta, temperos e outros mantimentos, desocupando espaço do armário e deixando o local bem mais agradável e bonito.

cozinha com prateleirasFoto: Pinterest

5. Coloque a arte na parede

Inserir quadros na parede dá um toque muito legal no ambiente. É uma forma de trazer personalidade, expressando seus gostos pessoais através deles. Você pode incluir capas dos seus filmes favoritos, frases que te inspiram, brincar com cores e padrões de texturas. Mas não deixe de criar uma harmonia entre as artes escolhidas para os quadros, definindo uma paleta de cor prévia para eles. 

decoração quadrosFoto: Pinterest

6. Traga um novo aroma

Uma maneira de mudarmos a percepção do ambiente em que moramos, é adicionando novos aromas ao local. Até porque, é muito bom sentir um cheiro agradável quando entramos em nossa casa. Então aposte em difusores de ambientes e velas perfumadas, existem vários modelos com um bom design, que também agregam na decoração. E não descarte o uso de flores naturais, que além de lindas, possuem cheiros incríveis.

quarto com difusor de aromasFoto: Pinterest

7. Tudo uma questão de luz

A maneira como você ilumina a sua casa, tem um fator muito importante na decoração dela, porque a iluminação vai influenciar diretamente nas sensações sentidas no ambiente. Caso você queira um ambiente mais claro, ou com pontos de luz que dêem destaque a certos espaços, você precisará de luminárias específicas. As opções existentes são vastas e você pode adequar de acordo com seus gostos, entre algo mais minimalista, industrial, clássico, etc. Para evitar grandes obras ou furações na parede, um simples abajur de mesa ou uma luminária de chão fazem toda a diferença! Para uma iluminação mais calma e aconchegante, opte por lâmpadas de luz amarela.

sala com luminária de chãoFoto: Pinterest

8. Deixe o sol entrar

Assim como aderir a uma boa luminária para mudar a atmosfera do ambiente, a luz natural também tem o seu valor para deixar um espaço mais aconchegante e atraente. Para isso, uma dica é utilizar cortinas claras, ao invés das pesadas e escuras, deixando a luz entrar mais facilmente, dando até a impressão de um espaço maior.  

9. Utilize espelhos

Um item que está sempre presente em uma casa, é o espelho. Mas você pode utilizá-lo além da maneira padrão, na parede do banheiro. Espelhos também são objetos decorativos, que podem ser usados para aumentar a sensação do tamanho do ambiente, esconder e substituir uma parede sem graça e até formar um mosaico com diferentes tamanhos e molduras. 

sala com espelho geométricoFoto: Pinterest

10. Siga os especialistas

As dicas não serão tão úteis se você não saber aquilo que você gosta. Então é legal você seguir os especialistas na área, pegar dicas como as maiores publicações de decoração de casa – Elle Decor, Architectural Record, Casa Vogue, etc – para que você conheça um bom design, variedade de estilos e tendências, e descubra aquilo que você mais se identifica, para adaptar à sua realidade. Claro, se decoração não é a sua praia, não tenha medo de contatar um arquiteto para lhe ajudar.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Arquitetura

Quando decidimos reformar o local em que moramos, muitas dúvidas surgem em relação aos custos envolvidos nesse processo. A maioria das pessoas não têm ideia de quais são as principais despesas, e quais são os profissionais que estarão envolvidos em uma reforma. E também, são muitos fatores que variam o valor final de um orçamento, até porque, cada projeto apresenta suas características individuais e as possibilidades de escolha são inúmeras. Então nós mostramos aqui, quais são os principais custos para você reformar o seu apartamento. 

Durante uma reforma, alguns aspectos são imprescindíveis para que ela ocorra, ou seja, são gastos fixos, que você sabe que terá. Um exemplo são os  profissionais da área Civil, ou seja, o valor da mão de obra. Nesta etapa, é preciso ter em mente que haverá gastos com: demolição, hidráulica, retirada de entulho, pintura, instalação elétrica e do ar condicionado. Sem contar com a aquisição dos insumos para que tudo isso aconteça. Toda essa mão de obra é fundamental e por isso, tem uma porcentagem significante no orçamento, correspondendo em torno de 30% do total de custos para realizar uma reforma. 

obra em apartamentoFoto: Pinterest

Ao se tratar dos custos que podem variar de acordo com a decisão de cada pessoa, a lista é longa e existem infinitas possibilidades que podem aumentar ou diminuir o custo de uma reforma. Um exemplo é a escolha dos materiais que serão utilizados no apartamento. Existem aqueles que são bem mais caros e luxuosos, como o porcelanato, mármore e madeiras nobres, que podem gerar um aumento significativo em uma reforma de interiores. Outro exemplo, são os móveis comprados e aqueles que são feitos sob medida, que podem apresentar bastante diferença de preço. Então se a sua ideia é reduzir o orçamento, é importante ficar atento nos materiais que possuem um custo mais baixo, porque mais de 50% valor total é derivada dessas escolhas de materiais. É importante saber que quando falamos de arquitetura, na maior parte das vezes o custo do material está diretamente relacionado à qualidade, durabilidade e manutenção dele.

instalação de pisoFoto: Pinterest

E é aí que o papel dos arquitetos em uma reforma entra como peça fundamental. Muitas pessoas têm receio de contratá-los por achar que é um investimento muito alto, quando na verdade, é um dos serviços que menos irá custar em relação ao valor total. Inclusive, contratá-los para reformar um apartamento inteiro, pode corresponder entre 5 a 10% da reforma, em uma média de 100 reais pelo metro quadrado. Reiteramos que esses são valores de referência considerando a região de Florianópolis e que irão variar de arquiteto para arquiteto, além da complexidade, do tamanho e do valor disponível para investir na reforma. Na dúvida, sempre entre em contato e troque uma conversa com um profissional capacitado, solicitando um orçamento.

Em resumo, o custo de uma reforma de interiores irá variar bastante conforme as pretensões de cada pessoa. Se serão utilizados materiais e revestimentos de alto padrão, se o apartamento for muito grande, se haverá muitas mudanças nas estruturas do local. Tudo isso deve ser levado em conta já na hora do planejamento e, preferencialmente, com a ajuda de um arquiteto, para que as melhores escolhas sejam tomadas de acordo com as necessidades de cada um.

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Arquitetura

É bem comum o desejo de uma casa reformada ser interrompido pelas milhares de dúvidas que surgem, por achar que é impossível gastar pouco e não saber quais são as possibilidades que diminuem o custo de uma reforma. Por isso, nosso grupo de arquitetos especialistas em reformas listou uma série de alternativas que você pode optar, para ter um custo baixo reformando o local onde você mora.

São elas:

1- Planejamento

2- Materiais

3- Decoração

4- Profissionais envolvidos

1. Planejamento

Aposto que você já ouviu falar que não vale a pena planejar uma reforma, porque os imprevistos sempre surgem, certo? Mas apesar de ser comum que imprevistos aconteçam, planejar é fundamental. Esse é o primeiro passo para que a sua reforma não tenha grandes problemas. É importante estabelecer aquilo que será reformado, como você quer que seja feito e quanto você pretende gastar com isso. Essa decisões evitam que conforme a obra vá acontecendo, você não mude de ideia e resolva acrescentar ou mudar coisas no meio do caminho que você não havia planejado, o que poderia tornar o custo da sua obra mais alto.

Planejamento para realizar uma reformaFoto: Unsplash

2. Materiais

Existem diversos materiais que você pode utilizar na reforma da sua casa, que têm um custo acessível ao bolso e devem ser escolhidos conforme o estilo que você deseja trazer para o seu ambiente.

 

. Policarbonato: é um material resistente, flexível e que pode ser utilizado para substituir o vidro, além de ser mais barato e leve. O policarbonato fica muito bom em portas e divisórias de ambiente, pois ao mesmo tempo que não bloqueia a luz, também não é totalmente transparente.

Utilização de policarbonato em uma salaFoto: Pinterest

. OSB: são painéis de tiras de madeira (Oriented Strand Board), feitos de madeira reflorestada, sendo uma opção econômica e sustentável. Podem ser utilizados para preencher uma parede, trazendo conforto térmico e acústico ao ambiente, além de darem um aspecto mais aconchegante e personalizado, serem fáceis de encontrar e terem alta durabilidade.

OBS utilizado em uma cozinhaFoto: Pinterest

. Pisos laminados e vinílicos: são ótimas opções, pois são fáceis de instalar. Não necessita a retirada do piso, podendo ser colocado em cima do piso já existente, o que leva você a economizar mão de obra, tempo e dinheiro, além de serem excelentes para revestir quartos e salas.


Piso laminado na salaFoto: Pinterest

3. Decoração

Caso realizar uma obra seja algo que pesa muito no seu orçamento e já esteja fora de cogitação, você pode optar por decorar sua casa com móveis e objetos que transformarão o seu ambiente e custarão menos no seu bolso. Uma boa dica é escolher uma luminária com um design bonito para sua sala, por exemplo, que já trará outra atmosfera para o ambiente através de um novo tipo de iluminação. Pintar uma parede do quarto ou banheiro, ou acrescentar um papel de parede, também são maneiras  de dar outra cara para o local, além de não custar muito. A utilização de plantas no ambiente também é uma ótima alternativa, porque além de serem boas de se ter dentro de casa, também trazem um ar mais aconchegante e receptivo para o lugar.

Plantas para decorar o ambienteFoto: Pinterest

4. Profissionais envolvidos

Ter profissionais qualificados em cada etapa da reforma da sua casa é muito importante, desde um arquiteto até um pintor. Todos têm um papel fundamental para que uma reforma seja a melhor possível, atendendo todas as expectativas. Esses profissionais são uma forma de investimento, pois garantem que a reforma seja bem executada e evita  futuras dores de cabeça, com gastos fora do planejamento . Além disso, você pode entregar suas ideias para eles e não se preocupar com mais nada. Então, pesquise bastante para encontrar um profissional qualificado e que melhor atenda às suas necessidades.


Como podemos ver, reformar algum ambiente da casa com custo baixo não é impossível. Você pôde notar  que existem diversos materiais e alternativas de reforma que são mais acessíveis, sem deixar de perder a qualidade. Tudo é uma questão de planejamento e muita pesquisa para escolher as melhores opções, fornecedores e profissionais. Se você já está decidido com a reforma da sua casa e precisa de ajuda profissional para desenvolver o projeto que mais se adequa às suas necessidades, entre em contato com a gente, nossa equipe ficará  muito feliz em poder ajudar você a ter o lar dos seus sonhos.

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